As Dietas Mais Malucas da História

Perder peso realmente não é nem de longe uma das tarefas mais fáceis. Praticar exercícios e seguir uma dieta balanceada exige disciplina, esforço, dedicação e paciência. E para tentar cumprir esse desafio, o que não faltam são métodos dos mais variados tipos que prometem deixar o emagrecimento mais fácil ou rápido.

Enquanto algumas dietas são sérias e baseiam-se na obtenção de nutrientes e inclusão de alimentos saudáveis no cardápio, outras são bem malucas e até prejudiciais à saúde. Hoje, nós vamos conhecer algumas das dietas mais absurdas da história:

1. Mudar de endereço

Está acima do peso e deseja ou precisa emagrecer? Basta mudar de endereço! Pelo menos era essa a premissa do método de emagrecimento sugerido por Thomas Short no ano de 1727. Ele foi o autor de um tratado chamado “The Causes and Effects of Corpulence” (As causas e feitos da corpulência, em tradução livre), em que verificou que as pessoas com excesso de peso costumavam morar próximas a pântanos. Então, sua recomendação era que essas pessoas mudassem de endereço e passassem a viver em locais de climas mais áridos.

“The Causes and Effects of Corpulence”“The Causes and Effects of Corpulence”

2. Morrer de fome

Nos anos 1800, durante o século 19, a moda entre a classe média e a aristocracia da Europa Ocidental era se privar da alimentação – basicamente ficar morrendo de fome – para adquirir uma aparência de debilidade e fragilidade, que na época era relacionada à pureza espiritual e feminilidade.

3. A dieta do vinagre

Em 1820, o poeta britânico Lord Byron, que era bulímico e anoréxico, popularizou a chamada dieta do vinagre. Com o objetivo de “purificar” o seu organismo, ele tomava diariamente várias porções de vinagre com água, juntamente de um chá misturado com ovo cru. Os efeitos colaterais desse hábito eram vômito e diarreia, que obviamente faziam com que ele perdesse peso, mas não de forma saudável.

4. Mastigar sem engolir

Elaborada por um negociante de arte de São Francisco, nos Estados Unidos, chamado Horace Fletcher, esse método determinava que se uma pessoa mastigar um alimento e não engolir, conseguirá perder peso. A técnica do método baseava-se em mastigar cada pedaço dos alimentos 32 vezes para absorver os nutrientes da comida, sem ganhar quilos a mais.

O próprio Fletcher chegou a creditar a perda de mais de aproximadamente 18 kg a essa dieta.

5. A dieta do cigarro

Se hoje em dia doces como o chiclete servem como método para acabar com o vício do cigarro, como é o caso do chiclete de nicotina na chamada Terapia de Reposição de Nicotina (TPR), há algumas décadas atrás a situação era justamente a contrária.

É que lá pelo ano de 1925, as empresas fabricantes de cigarro anunciavam seus produtos como benéficos à saúde como opções para substituir as guloseimas. Uma delas, a Lucky Strike, prometia que com somente uma tragada, os consumidores não sentiriam mais falta dos doces que fazem engordar.

Lucky StrikeLucky Strike

6. A dieta do povo Inuit

Considerada uma versão extrema da dieta Atkins, que restringe a ingestão de carboidratos nas refeições, esse plano foi apresentado pelo explorador Vilhjalmur Stefansson.

Quando passou um tempo com o povo Inuit, do Canadá, ele ficou maravilhado pelo fato de que eles eram saudáveis apesar tendo uma alimentação baseada em caribu, peixe cru e gordura de baleia, sem consumir muitas frutas e vegetais.

O explorador não só ficou atraído por essa dieta, como também afirmou ter incorporado a sua vida. Para provar a eficácia do método, ele foi avaliado por médicos de um hospital de Nova Iorque, que monitoraram o seu coração durante meses e constataram que ele estava saudável.

7. A dieta do sono

Dormir é uma maneira de se desligar do mundo e ficar impedido de fazer diversas atividades, incluindo se alimentar. Partindo dessa ideia é que surgiu, durante a década de 1960, a “The Sleeping Beauty Diet” (A Dieta da Bela Adormecida, tradução livre). Para ficar sem comer, os seguidores do método sedavam-se poderosamente, de modo que dormissem durante dias.

The Sleeping Beauty DietThe Sleeping Beauty Diet

8. Esqueça as calorias

Essa era a premissa de um método de emagrecimento divulgado pelo médico Herman Taller em um livro no ano de 1961. Ele afirmava que se uma pessoa restringisse o consumo de carboidratos e ingerisse comidas ricas em proteínas e gorduras, ela não precisaria se preocupar com a quantidade de calorias presentes em cada alimento.

Isso se juntamente com os alimentos, ela também ingerisse 85 g de óleo poli-insaturado, substância encontrada em uma pílula que era fornecida por ele. A justificativa do médico é que a mistura das proteínas, das gorduras e do óleo estimulava a perda de peso, que poderia chegar a cerca de 30 quilos em oito meses.

Entretanto, o método provou ser um pouco duvidoso, quando o doutor Taller foi acusado de usar o seu livro para promover determinada marca de óleo. Além disso, em 1967, ele foi julgado e condenado por fraude postal e conspiração.

9. Dieta Prolinn

Durante os anos 70, surgiu a dieta Prolinn. Criada por um médico chamado Roger Linn, ela determinava que as pessoas não ingerissem nenhum alimento, a não ser uma bebida elaborada por ele – o tal do Prolinn – feito de chifre de animais, ossos, cascos, tendões e outros subprodutos de origem animal, tratados com sabores artificiais e enzimas. A substância não provia nenhum nutriente ao organismo e tinha apenas 400 calorias.

Resultado: pelo menos 58 pessoas que tentaram o método sofreram de ataques no coração. Sabendo que o organismo necessita de nutrientes para funcionar corretamente e que excluí-los da alimentação causa sérios danos à saúde, essa dieta claramente não poderia ser recomendada.

10. A dieta do ar

Essa ;dieta maluca simplesmente exige que as pessoas parem de comer e passem a sobreviver somente com o ar. Os seguidores acreditam que a partir do momento que um ser humano consegue se harmonizar com o mundo, ele não precisa mais de comida, água ou sono.

Para provar o quão furada e perigosa essa dieta é, vale registrar aqui que uma australiana chamada Jasmuheen, adepta do método, submeteu-se a um teste para um programa de televisão a fim de comprovar a dieta. Depois de quatro dias de experiência, o projeto teve que ser cancelado pois a mulher estava bastante desidratada, com as pupilas dilatadas e apresentava fala arrastada.

11. A dieta da visão

Tendo em vista que cores como amarelo e vermelho são conhecidas por abrirem o apetite e o azul diminuir, uma empresa japonesa criou os óculos da dieta. Com lentes azuis, a promessa da fabricante é que elas fazem com que os alimentos pareçam menos apetitosos e assim o desejo de comê-los diminua.

12. A dieta do algodão

Já pensou em incluir algodão na sua alimentação? Pois é isso que os adeptos da dieta do algodão fazem. Dá para comer seco ou misturado com um pouco de gelatina. A justificativa é que o produto proporciona a sensação de saciedade ao organismo, o que ajuda a diminuir o consumo de alimentos mais calóricos. Ele até contém altas doses de fibras, só que não aquelas que o organismo humano necessita.

Fonte:http://jenios.com.br/phyto-power-caps-resenha/